MEUS VÔOS

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Não tenha medo

Feche os olhos por um momento e pense:

Que deve querer o escriba?
Terei eu a fé que moverá meu mundo?
Saberei externar meu canto de alforria?

Ouça então seu coração e sua alma pedinte.
Assim num encanto, num instante de alegria
Verá que a resposta é simples e cristalina.
Ao despir-se das máscaras, sua força de menina,
Luminosa essência de seu interior,
Não a abandonará.
Você terá como lutar sem se perder.
E não pare de buscar a companhia
De quem a ajudará na travessia
Sem lhe pedir nada.

poema de Mario Ferrari

MENINA ÁGUIA

Menina águia teus versos tão faceiros
Viajam em peles de muitos sentimentos.
Permitem toques de vários pensamentos
Trazendo imagens de mil desfiladeiros.

Têm os teus versos os diferentes cheiros.
De corpos nus nos acasalamentos.
Menina águia são esses teus momentos.
Motivadores dos meus vôos primeiros.

Contigo eu vôo nas peles mais sedosas
Nas sutilezas das mãos mais perigosas
Eu vôo o amor na tua imensidão.

Nos vôos loucos destes teus poemas
Meus velhos medos são coisas pequenas
Só aprendi voar com os pés no chão.

AMARO VAZ/ CARANGOLA/MACAÉ

Guerreiro

Não posso acreditar
que será a última
palavra impressa
em tua desistência
com tintas de tristeza
manchadas pela incerteza
de fazer o que não se deseja.
Não diga
que não me verei em teus olhos,
que não abrirei teu sorriso
com um simples abraço
ao te despertar.
Eu não aceito
um discurso frio
querendo cobrir
esse imenso vazio
que ecoa em teus gestos.
Eu ouço tua monossílaba
mergulhada em lágrimas
que tua lástima
não consegue esconder.
E não adianta fugir
de quem você é
e do que realmente quer.
A liberdade é prender-se
ao que se deseja,
onde quer que esteja
a nossa mais bela metade.
Pois estou aqui
como um guerreiro sem fardas
e que minha única arma
é meu amor
por você.

Cristian Ribas

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

P.S. I Love You



Já amanheceu,
Mas o poema que a ti prometi,
ainda não o escrevi.
Porém acordada sonhei e sonhei
Fui muitas,
mas no fundo, uma só
Naveguei em barcas,
morei em castelos
Levada pela magia
da tua poesia.
Pintei telas
aguadas com tua saliva,
acendi velas que perfumaram
minha madrugada.
Iluminada de meteoros
e imantada de amor.
Mas o poema,
que a ti prometi, não o escrevi,
simplesmente, o encanteie
ele tornou-se
meu inquilino permanente
inundando meu coração
de uma doce solonência.
Já amanheceu,
preciso dormir
o poema ainda não escrevi,
mas assim que acordar
estarei prenha de tanto carinho
para lhe dar .
P.S. I Love you
Karla Julia

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Nudez da Alma


É porque me despe com palavras
sem que eu ao menos perceba,
você chega e faz de mim uma alma pura.
E quando estou nua...
minha alma fica leve
e esse corpo aqui flutua.
É nesse momento que vou ao seu encontro
despojada de critérios...
liberta em mistérios
sem perder o encanto do prazer...
Porque quando nua
sou única,
sou minha
e às vezes me sinto sua.
Mérci

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Olhar

" É tão presente o desejo,
mas é tão distante a sua realização,
tão impossível a sua verdade"
Por mais que se viva,
a verdade nem sempre
é a que deve prevalecer.
Melhor sonhar e voar...
Quando olhamos de lado ficamos mudos,
num mundo surdo,
a nos espreitar como se um espelho
fosse representar
uma coragem que não se tem.
Talvez,
uma outra parte do que somos,
do que queremos.
E profundamente vasculhamos
o outro lado do outro,
a procurar por nós mesmos.
E alguns olhares,
repartimos na escuridão
pra clarear diversos sentidos
no que olhamos.
E para nos encontrar do outro lado
do que imaginamos que vemos.
Olhamos desesperançados
pela estrada como o prisioneiro
que transcende
para a liberdade que não tem.
E do outro lado,
o outro nos olha de lado,
disfarçando o sentimento
como lhe convém,
procurando nos olhares que se perdem.
O mesmo intrigante achado
que o outro procura também.
É assim,
nesse vai e vem...
que encontramos o sentido prá voar.
Voar alto,
sem limites.
Apenas voar para encontrar no olhar
uma liberdade que convém.

Mérci

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

amor estranho amor

Olha,
Será que um dia
Verei teus olhos nos meus?
Ou terei que te deixar ir?
Serei capaz de dizer adeus?
Terei que calar minha paixão?
Bem sei que sim. Devo ceder...
Mesmo na dor, vou consentir
Que seja assim. Mas saiba,
Amor, meu estranho amor,
Custe o que custar,
Estarei de longe a te cuidar
Sempre que teu coração pedir.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Conquista

Nutro por um homem
Um carinho especial
Ele é um ser diferente
Tem um jeito especial...
É um homem de alma bonita
Digo á ele, tu arrasas,
É como um anjo, perfeito,
E como os anjos, tem asas...
Mora longe este homem
Talvez nunca eu o veja
Mas nos meus pensamentos
Ele sempre estará.
Não é um homem normal
Pois ele consegue voar
Ás vezes sinto, dormindo
Ele vindo me acalentar...
Vejo daquí ele distante
E me vem carinho profundo
Quando ele alça seu vôo
O sinto perto de mim...
Porém, mais do que encanto
Esse homem é paixão
E sem querer, de mansinho,
Vai conquistando meu coração...
E nessa grande conquista
Me sentí emudecida
Só penso nele dizendo
Tu serás sempre minha guarida.
E eu o admiro demais
Tudo que falo é verdade
Vem prá mim, oh! meu pássaro
E me enche de felicidade...
Nesta viagem que á nós emaranha
Voando bem alto, querido
Á uma encosta de uma montanha...
Mérci

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sonhar



Você precisa ter sonhos...
Todos aqueles que são seus,
que nascem de seu âmago
que fazem brilhar seus olhos,
seu coração arritmar,
seu pensamento viajar no veículo de sua alma...
Você precisa ser sonhos,
mais que ter...
você precisa ser,
tudo e todas as coisas que vem de você,
andar de mãos dadas pelas construções imaginárias
que edificam a realidade...
Você precisa aprender a desenhar
seus projetos numa tela intransferível
que é a sua mente,
passá-la a limpo,
projetá-la no seu mundo
criando um universo de possibilidades...
Você precisa do seu subjetivo,
de seu encantamento interno,
da conexão com seu direito
inalienável de criar e realizar...
Precisa de compaixão
com suas limitações para permiti-las
a sonharem com a liberdade
de expandirem-se nas concessões
de arriscar.....
Arriscar, sim...
Porque sonhar é percorrer caminhos
que as vezes ainda não estão demarcados ,
habitar em novas moradias,
sentir novos sabores,
experimentar novas matizes....
Chorar os sonhos que já se foram,
despedí-los com reverência,
respeitá-los como anciões
que nos fizeram mais humanos...
Fugir dos caçadores de sonhos,
daqueles cuja amargura só acreditamnos pesadelos ...
Que o que nos machuca,
nos fere,
nos limita,
seja um impulsor
para entendermos que sem sonhos,
apenas sobrevivemos
num mundoque controla o nosso sono...
apenas nos anestesiamos...
porque sonhar
nos faz ficar A COR DADOS !

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Vida

VIDA!!!
Essa vida é minha...

Tento encontrar a força
Para escolher o que quero fazer
Quero encontrar a força
Para amar,
Quero tudo,
Com honestidade.
Quero controlar minha própria vida...
Ninguém pode fazer isso por mim
Nada é bom demais ...
Se eu não fizer ser.
Eu mereço o meu melhor
Procuro forças
Para fazer minha vida saudável...
Vale a pena ser muito feliz
Assim vou abraçar meus dias e,
Chegar aos meus sonhos.
Sinto que a vida é mais
Mas me limito...
Puno meus desejos
Corto as asas dos sonhos
Mas lhes dou de comer...
A cada amanhecer beijo meu grito
Afago meus temores,
Calo o meu ir...
Tanto de tudo assim, oferecido
Essa abundância generosa de pertencer
O riso consentido,
A ancoragem do corpo
Mas a alma,
Não sossega,
Tem pressa
Inquietação...
É " viajeira"!
Sinto que a vida é mais...
Mas,
Mais o quê ?

Mérci

Simples


Simples...
Simples amor,
sem nada a dizer!
Amor com as mãos,
amor com os pés,
amor com dedos,
braços,
pernas,
barriga,
pele e abraços...
Amor de corpo inteiro.
Um amor que transcende,
que transpira,
que transborda.
Um amor que surpreende,
sem nada significar,
sem nada explicar,
sem nada compreender.
Simplesmente ser...
preencher,
existir.
Amor que não vê,
que não ouve,
que não questiona.
Amor em silêncio.
Um silêncio
que aquieta o coração,
que acaricia a alma,
que alivia as dores!
Esse amor?
ainda o saberei.
Mérci

domingo, 16 de novembro de 2008

Acreditar

Não importa do que é o mundo
O importante, são os meus sonhos.
Não importa o que eu sou
O importante é o que eu quero ser.
Não importa onde eu estou,
O importante é para onde eu quero ir.
Não importa o porquê
O importante é o querer.
Não importa minhas mágoas
O importante mesmo, são minhas alegrias.
Não importa o que já passei
O passado guardo na minha lembrança.
Não vejo...apenas olho.
Não escuto...apenas ouço.
Não toco...sinto.
O mundo é um espelho
Não quero ser apenas um reflexo.
Acreditando no futuro,
Conseguirei minha paz
Para alcançar meus sonhos.
Afinal, o que importa nisso tudo?
Importa que eu seja feliz.

Mérci

domingo, 9 de novembro de 2008

Quando


Quando,
Certa vez quando as rosas despertaram
O aroma ávido da vida se fez presente
E meus passos refletiram
A noite eterna.
O sorriso refletido no sorriso...
A leveza das lembranças
Ou o descampado e despreparado coração.
O aroma tinha a presença
Da primavera e suas flores
De sonhos que adormeciam a alma
Revelando a sintonia
Trazida através do olhar.
E o aroma era também o adeus.
A despedida pronunciada
Irremediável de outrora
Quando mesmo bruta e intocável
Traduz o brilho de além.
O aroma tornou-se
Eu tornei-me
Por isso ando por onde vamos
Onde a brisa traduz o vento
Ou a tempestade indica as estrelas.
Ando aonde anda meu coração.
Mérci

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Dentro de Mim

Dentro de Mim...
Dentro de mim habita um temporal

Forte em minha ignorância,
Invade meus poros, minhas veias
Explode em trovoadas alucinantes.
Dentro de mim existe um bicho
Que zomba de minha impotência,
Faz um pandemônio com emoções,
E às vezes dorme sem maldade.
Dentro de mim, tem água e fogo
Disputando um espaço para
Dilacerar meu coração.
Mas, dentro de mim ...
Aflora uma mulher selvagem
Que resiste a tudo.
Como uma heroína sem nome,
Que vem e refaz tudo o que
Meus fantasmas destróem.
É como um anjo bom,
Que sopra em meus ouvidos...
Você está viva!

Mérci.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Um Pouco de Mim...


Minha noite, meu dia lindo
Surge quando você vêm
Logo emudeço também
Quando imagino você indo.
Pensar em cruzar mares...
Ao som do mais belo rochedo
Vendo os passaredos.
Abstenho-me em meus altares
Sem destino fico à deriva
Na dúvida, mágoa, e tristeza
Em sabe-lo, retomo a vida
Mas quão distante estará
Esse alguém que vive em mim
Será que um dia você virá?

Mérci

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Decidi

E assim,
depois de muito esperar,
num dia como outro qualquer, decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades e sim,
eu mesma buscá-las...
Decidi ver cada problema
como uma oportunidade de encontrar uma solução...
Decidi ver cada deserto
como uma possibilidade de encontrar um oásis...
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver...
Decidi ver cada dia
como uma nova oportunidade de ser feliz...
Naquele dia,
descobri que meu único rival
não era mais que minhas próprias limitações...
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima,
e sim deixar de subir...
Aprendi que o melhor triunfo que posso ter,
é ter o direito de chamar alguém de "Amigo"
Aprendi que o melhor de tudo
é alguém gostar de mim de verdade...

Mérci

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A Joia

para Mérci

Esta pequena gema imaginada,
Jóia engastada em seu mundo,
Por um segundo líqüida,
Por um segundo ar,
E agora enfim sólido âmbar,
Sou eu.

Conserve-me seu
No coração...
Assim no seu dia a dia,
Sua melancolia
Poderá ter trégua
Na lágrima endurecida.

E se emudecida na noite vazia,
Você chorar insone,
Traga leve a mão esquerda
Ao peito e tome
Entre seus dedos
O relicário do meu segredo,

A conta de amor
Que não a deixará.

Mario Ferrari

domingo, 12 de outubro de 2008

Às Vezes


Às vezes perguntamos:
Porque tanta coisa acontece em nossas vidas?
Porque estamos andando, saltitando, caminhando felizes..
E de repente levamos aquele inesperado tombo?
Tombo esse que às vezes nos trava,
Impossibilita por uns minutos ou horas,
A voltar a andar novamente...
Tem momentos que são extremamente difíceis!
Mas assim é a dança da vida!
Um dia rodando, noutro pulando.
Às vezes correndo, às vezes valsando!
Mas mesmo na hora da queda,
Temos que perceber, que faz parte da dança da vida!
No aprender dos passos às vezes caímos!
Mas sei que não poderei deixar que o tombo me faça parar!
A vida é bela! A dança é linda!
E depois de vários tombos,
É que vem o equilíbrio, que vem a segurança!
Não deixarei o tombo me fazer parar!!!
E farei sim do que poderia ser um horrível tombo,
Apenas mais um passo da minha dança! .
Mérci

domingo, 28 de setembro de 2008

Bruxo que Eu Amo

Você parece que sabe...
E sente as minhas tristezas
de falta dos ternos abraços,
e de suas mãos mais precisas.
Você parece que sabe...
Da minha solidão de agora!
Sabe porque é você que agora chora
a falta que sente que eu faço!
Você parece que sabe...
Parece que sente e me vê chorar
que hoje percebe o meu doer,
que aproxima do sangrar!
Você parece que sabe...
do abandono e da falta de colo
e me vê e alcança a minh’alma,
que é por isso que eu tanto choro!
Você, que parece que sabe,
quem me faz sentir desvalida
desenganada e feia no espelho
e fere feio, de fato, a ferida!
Você parece que sabe...
que eu sei: que a foto me engana
que o espelho me espanta e me inflama
que é na noite de sábado que eu ardo!
Você! Sim... Eu já sei de você:
Você não parece, mas sabe: me ganha
eu bem sei, você é bruxo, me assanha!
E eu daqui adivinho o porquê:
Você é perverso, mas eu amo você!

Vânia Vianna - 13-04-2008

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sonho


Sonho
Se me desse um sonho,
Adormeceria mulher no cio e,
No envolver cálido da noite,
Ele estaria ali,
Seus passos esperados,
Alguém que quero!
Toco então sua boca
Feito louca
E o que imaginei,
Corpos ardentes,
Afinidades sonhadas,
Prazeres,
Entrego com minha alma...
E na certeza do despertar,
Do recato de me dar sublime,
Sabendo que espaços não restam
Entre eu e esse alguém
Que a noite abençoa,
Acordo...
E vejo, que foram apenas meus
Devaneios.

Mérci

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Primavera



A primavera chegou !
Trazendo consigo encantos e muito amor,
Com todos os fulgores que lhe é peculiar.
Apagando o gosto amargo de minhas dores,
Fazendo chover dos olhos
Um néctar dos sonhos,
Alimentando minhas ilusões.
Que venha junto a chuva do meu céu,
E possa limpar minha alma.
Um brilho estarrecedor e,
Cheiro de relva venha me acompanhar.
Que diante do meu olhar,
Estrelas sejam derramadas,
E que as flores deixem cair suas pétalas a me encantar.
E quando o outono chegar...
Nem mesmo os vendavais e folhas secas,
Conseguirão me fazer chorar.

Mérci

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Lua Minha.....

Lua minha...
Onde quer que esteja,
A prateada lua...
Ilumina todos os amores e seus vicios
Deixando aberta a noite...
Toda ela nua!
Cultivando poemas dentro da madrugada,
O amante dizendo de amor para a amada.
O solitário recordando um tempo passado,
Quando tinha um grande amor a seu lado.
E essa mesma Lua banha em prata o mar,
Se doando aos poetas em inspiração
É a mesma que luzir a solidão do deserto,
E nos mostra que o amor longe ou perto,
É sempre viável em seu louvor cantar...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

As pequenas coisas...

Meu paraíso

É feito de coisas pequenas


Sonhos, devaneios

Anseios...


Se aqui é um belo lugar

Então você deve ficar.


Encanto -me

E respiro seus versos


Que a cada dia

Chegam tão libertos


Como brisa que incita

E faz tilintar minhas estrelas...




Por Mérci

domingo, 7 de setembro de 2008

Linda Guerreira

"Linda guerreira,
Da aldeia e da cidade,
Siga seu caminho sem nada levar,
Porque você nada possui.
O que você acha que é seu Permanecerá com você apenas o Tempo necessário à sua percepção da transitoriedade.
Você possui, tão somente,
O que é permanente em você...
As escolhas que faz...
O amor que sente...
O amor que expressa pela sua conduta...
Pela humildade e sabedoria do perdão...
O amor que expressa pelo toque físico...
Por palavras sempre verdadeiras e oportunas...
As lições...
A consciência de que há sempre o que ensinar...
O que aprender...
E a certeza de que o universo,
A qualquer momento,
Acariciará você com novas e mágicas oportunidades..."

sábado, 6 de setembro de 2008

Expectativas




Quando no espaço de uma vida um sonho é realizado,
Já podemos considerar isso como um presente dos deuses.
Mas se continuarmos a sonhar,
Sem da realidade desfrutar,
Ficaremos desapontados.
Pois há coisas que nem mesmo os deuses têm o poder de realizar,
Tampouco de mudar,
E uma delas é o coração dos homens...

**Karla Julia**

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Minhas Verdades



Mentem-me tuas falas
Palavras que de sal se evaporam
Descendo os montes
Contaminando os bosques
Que outrora te sorriam.
Que vejo agora?!
Horas salobras, choradas
Lamentando ricas verdades
Bordadas em palavras tão bonitas!
E ainda que ardidas a dor que tu me doas
Este mal aqui pousado vive à toa
Salgando a alma de quem te ama docemente.
Ah, meu amado, por que mentes?!
(Marisa Rosa Cabral)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Bela Índia

"Bela índia,
Ao lidar com qualquer circunstância,
Evite ter que escolher
Entre uma conduta organizada pela razão
E outra inspirada pela emoção.
Não me parece razoável isolar dimensões
Tão íntimas e de recíproca dependência.
Permita que em sua emoção se abra uma fresta,
Para que o nexo possa por ela penetrar...
Aceite que em sua razão também surja uma fenda,
Através da qual a sensibilidade possa se entranhar.
Quando a objetividade sufoca a subjetividade,
Ela subtrai, da sua conduta
A superior mulher que pulsa sua emoção.
Quando a subjetividade domina a objetividade,
Ela constrange a incansável guerreira que vibra sua razão.
Assim, ao mesmo tempo e no mesmo espaço,
Seja mulher guerreira ou guerreira mulher,
Mas, seja sempre
A razão de ser guerreira e a emoção de ser mulher..."

(A luz dos Xamãs)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Desafiando

Hoje eu desafio o mundo
Quero viver...
Apenas sonhar e sonhar
Deixar meus cacos e farrapos
Jogados as traças.
Ninguém verá meus pedaços caídos por aí.
Hoje eu desafio o mundo e a mim mesma
Sem sair.
Hoje eu sou uma mulher mais sincera
E mais justa comigo
Pode os problemas virem que
Não vou me abalar
Não tenho medo,
Vou me encontrar
Não se trata de coragem
Meus olhos estão distantes
Me camuflam na paisagem
Dando um tempo pra pensar
Querendo um bom motivo
Prá um novo sonhar
Um novo encantar
Um novo caminhar
Um pedacinho de mim quer renascer
Quer sair, pegar fogo, emergir
Um desejo...
Coisa de momento que poderá passar
Um coração na mão, em festa
Esperando você chegar.

Mérci

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Falando de amor...

Quero vivê-lo até não mais sabê-lo.
Quero sentir o amor arder nas veias
Entrar em êxtase, gritar ao mundo.
Perceber o querer, o sentir do toque das mãos.
O olhar singrado na escuridão do meu mar,
Donde eu possa desenhar um rosto, a tez.
Procuro urgentemente destruir palavras
Ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos,
Inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas,
Descobrir rosas e rios e manhãs claras.
Vem o silêncio nos ombros,
Uma luz impura até doer.
É urgente me fazer amar,
É urgente permanecer, lutar
Quero mais do que tenho
Mais que já tive,
Mais que um barco á deriva.
Quero frios e calafrios até não mais aguentar.
Momento instantâneo em que se abrem
Diante da alma as Crônicas do Tempo,
E me faça esquecer as vozes da consciência.
Quero ser espargida pelos olhos de um ser amado
Na Paisagem do Amor e,
Depois ser regada e cuidada pela afeição,
E finalmente acolhida pela alma.

Mérci

A árvore de mim

Bendita a fruta-poema,
da árvore de mim parida.
Polpa macia de versos,
Sabor agridoce de vida,
De vicissitudes e arrebatamentos.
Bendito o duro lenho
Tristeza e prazer,
Raiz de poesia,
Seiva e madeira de lei
Que encerra um dilema:
Ser o amor pela palavra, o poema
Ou ser o poema a palavra amor...
Tudo enfim é em mim quer queira ou não!
A árvore só sabe que deve dar frutos
E assim cumprir sua sina...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O Amor


Estou a amar-te como o frio corta os lábios.
A arrancar a raiz ao mais diminuto dos rios.
A inundar-te, com minha saliva.
Estou a rodear de agulhas a boca mais vulnerável.
A marcar sobre os teus flancos itinerários da espuma.
Assim é o amor: mortal e navegável.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Triste Alma



Sinto-me nua na calçada
Na rua escura, e deserta
A não saber se é dia ou noite.
Apenas vejo fragmentos de mim.
Eu sou poesia triste,
Um pólem do tempo,
Uma fruta da terra,
Pó de asa de anjo
Com o semblante caído entre os joelhos...
Sou espelho de uma pequena imagem
Uma gruta a esperar o meu próprio naufrágio.
Sou uma palavra, uma fábula
Despida véu a véu...sou corpo
A queimar no disfarce de minhas verdades.
Alma em lama, ossos triturados, coração em estilhaços.
Uma fêmea obscura em minhas entranhas
Praguejando a vida ávida, grave, devoradora de mim.
Não vejo o cintilar das estrelas
Apenas um rosto que o vento soprou.
No lume que meus olhos ficam
Vejo o desejo de amar
De querer...
De morrer
Mas nada faço...
Eu fui, eu sou, eu serei a eterna busca.
Mérci

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Loucura....

Loucura ...
É o que sinto no peito
Quando meio sem jeito você vem
E deixa minha vida assim desse jeito
Loucura é pensar em seu carinho mágico
Que num abraço faz meu corpo estremecer,
No peito, diz que sou sua e beija meu lábio,
Como posso deixar de sentir e viver.
Se fico um tempo sem procurá-lo
Você num acaso esbarra na porta

E me olha sem querer.
Loucura esconder o certo e errado,
Meio atribulado...
Se o desejo desperta num vai e vem.
Loucura é seu cheiro, seus ais, palavras banais
O que me tortura,
E me faz querê-lo cada minuto mais,
Insano, louco, demente, presente em mim
Para se fazer tão grande esse sentimento
Onde nada é seu, nada é meu...Exagero!
Procuro,
Sou coisa noutra coisa, e toda em cada coisa.
Coloco o tudo e o nada para ser feliz
Em cada lago, lado a lua brilha e suave ilumina
Os caminhos tortuosos, pés no chão, alma nua
Sigo meu destino, em total desalinho, cabelo ao vento,
Rego minhas plantas,
Observo as árvores com suas folhas
E vejo que grande e nobre é nossa chama,
Nossa existência.
A realidade sempre é mais ou menos disforme.
Deixo minha dor e coloco você na minha frente...
Guardo aquele beijo que você me deu,
O disparo do coração,
A respiração ofegante, as mãos,
Seu olhar dizendo “a quero menina”
Penso, reflito, anseio,
Culpo, rio, latejo, pulso e digo...
Nunca interrogue essa loucura,
A resposta está além dos Deuses...

Mérci

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Calmaria



Meus caminhos são um desenrolar de emoções
Como fontes de luz fria, estrelas a reluzirem
Diante dos meus próprios olhos, a despertar meu mundo.
Vou seguindo alheia num vazio a procurar, sem encontrar
Espreito olhares absortos e distraídos,
Indo embora num passo firme e decidido...
Vejo-me na solidão, dou-me enfim por vencida
Triste sina querer reviver o que já fora esquecido.
Dos casos e descasos deixados no além
Voltam delírios de uma alma atormentada.
No âmago, um reflexo, uma sombra
Nunca houvera uma mulher amada.
Mas não é o fim, ainda que amargurada
Renasço do pó, alimento meus sonhos
E imagino alegria em dias tristonhos.
Quero ver a lua e profanar sua melancolia
Abrir meus braços para serem asas
Voar onde nem mesmo os pássaros conseguem chegar.
Desvendar enígmas, gritar a dor em flor de nostalgia
Depois desse ardor fugaz, grande calmaria...
Dispo-me mais uma vez do veneno, que tanto angustia.
E volto a fazer minhas eternas vigílias.

Mérci

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O Beijo


Beija-me.Instante eterno, meus lábios contra os teus.
Teia fêmea em mim, língua contra língua,
Amante minha quente, a demente certeza
De ser eu o caçador e a caça.
Beija-me.Abraça-me.
Toma-me como teu.
Dá-me teu colo, pulsante,
Loucura e abandono em teu corpo nu.
Leva-me por tua pele morna e úmida
Buscar sem trégua a fugidia felicidade
De ser teu desejo e meu querer.
Abre tua fresta de delírios, o céu de meus sonhos,
Cálida e suplicante, latejante e túmida,
Mito que me põe em êxtase na vertiginosa dança
De ser eu a espada e tu o cálice,
De bebermos juntos o vinho do prazer,
Teu corpo em mim, meu corpo em ti...
Beija-me.
Dissolvamo-nos em um e ninguém,
Enlaçados, tontos, aconchegados...
Descansa então aqui comigo.
Juntos, nus, suados, plenos, entregues,
Bobos de amor como os amantes devem ser...
Mario Ferrari

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Fantasiando


Fantasiando...
Fantasias de amor...
São fragmentos de mim,
São delírios de momentos que quero
Reviver, no amor, na vida.
Fantasiar o amor é ...
Deixar os desejos fluírem,
Tomarem conta do corpo.
Deixar-me levar pelos momentos de paixão
De sedução, de loucuras,
De embriaguez.
É mergulhar no desejo, e saciá-lo
Fazer amor até a exaustão,
E depois adormecer apaixonadamente
È acordar, olhar,
E recomeçar tudo,
Com muita fantasia e sofreguidão!
Fantasiar o amor
É encontrar na minha essência
Os meus anseios, desejos
Aprender a amar
Através dos meus sonhos, carinhos
Descobrir o verdadeiro significado
De viver, de ser feliz!
Mérci

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Soneto em dueto





Desejos além mar

Como explicar à minha mente meus desejos
Se tão repentinamente meu coração dispara
Um sentimento surge, avassala e me devora
Minh' alma vive... são meus devaneios (M)

Como sentir de teus doces lábios, os beijos
Se há um imenso mar, que dos meus separa
O desejo de os ter unidos aos meus agora...
No sonho e querer teus beijos imaginei-os, (L)

Beijos e desejos que ficam além daquele mar
À deriva ouço canções de um mundo triste
Atormentada, me revelo para depois recuar (M)

Mas o vento que vem do mar, me assiste
Trazendo uma mão macia que me vem tocar
Me fazendo sentir que ainda não partiste! (L)

Mérci e Loucopoeta
©direitos reservados

domingo, 3 de agosto de 2008

Amor e querer...


Sinto no amanhecer, tão fresco sabor
Teus doces lábios carregados de mel
Deslizando toda doçura na minha pele
Penetrando nela o teu ardente calor.
Um contato afetivo é algo fiel
O coração em batidas descompassadas
Numa só alma, mãos enlaçadas
E num só corpo, o amor pele a pele.
Um amor que não esqueço, que teve um começo
Perto de ti calo-me, tudo penso nada falo
Sinto-me como alma vil, apenas estremeço
E nesse teu arrepio, enlouqueço ao desejá-lo
O amor que carregas e por ele tanto padeço
Dando-te vida e alma, por tanto querê-lo!

Mérci

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Volúpia


Quando senti seu corpo
Chegando manso, leve
O desejo tocou-me inteira,
Fremi de ternura e paixão.
O fogo ardeu em meu peito
Cerraram-se-me as pálpebras,
Meus lábios ficaram quentes e molhados,
Corpo trêmulo...
O céu uniu-se com a terra e o ar tornou-se leve
Meu suor escorreu molhando seu corpo,
Lambi suavemente gota a gota
Do sal de sua pele
Loucura, prazer.

Nossos corpos uniram-se num âmago profundo.
Gemidos, sussurros ofegantes,
Vibrei nos seus braços,
Senti seu cheiro,
Entreguei-me ao prazer daquele momento.
E num delírio só nosso,
Você fez de mim gozo e paixão!
Com todo o seu amor,

Delicadamente você tocou minha boca sedenta
E olhos no olhos,
Tudo virou silêncio...

Mérci

prece à deusa

Mãe zelosa e eterna amante,

Shakti, a melhor face de Deus,

O poder universal de gerar,

A manifestação total do amor,

Deusa da criação,

A ti ofereço minha prece.

A revelação está

Em cada mulher.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Top Secret

Toda mulher guarda um segredo
Toda mulher necessita de segredo
Também possuo um segredo
Fruto de inconfessável desejo
Mas acontece que esse meu segredo...
É arisco como ninguém jamais o foi
Pega onda de carona em minhas lágrimas
Brinca de esconde-esconde em meus sonhos
E quando acordo, nem me recordo onde ficou
Que segredo mais difícil de se revelar...
Incógnito, guardado a sete chaves
Enigma, tatuado em meu coração
E de lá nunca sairá, esse meu belo Tristão.
Karla Julia

O Palco do Poeta

Todo poeta é um delinqüente ator
Que leva ao palco-vida a ironia
Se um dia vê tristeza na alegria
No outro gargalhadas, vê na dor.
Sou um poeta-ator e me apresento
Contracenando com a felicidade
Não mais escrevo versos à saudade
Somente ao riso e ao contentamento.
Quero no palco representar a luz
Cansei de carregar a pesada cruz
Do desamor e da desesperança.
Cansei de escrever versos errantes
Por isso aos atores coadjuvantes
Eu deixo a velha dor como herança.

Carambola, 15 de setembro de 2007.

Por: Amaro Vaz

SONHO E AMOR


Sonho, a gente só se dá conta dele depois que acorda,
depois que ele acabou...
E fica aquela vontade na gente
de sonhar mais um pouquinho.
Existem pessoas que são um sonho.
Um sonho pelo qual a gente dormiria a vida inteira
Mas o destino vem e nos acorda violentamente.
E nos leva aquele sonho tão bom...
Existem pessoas que são estrelas.
Doces luzes que enfeitam e
iluminam as noites escuras de nossas vidas.
Mas vem o amanhecer e nos rouba
com toda a sua claridade
aquela estrela tão linda.
Existem pessoas que são flores.
Belezas discretas que alegram o nosso caminho,
Mas, com o tempo, as flores murcham
e nos enchem de saudade, de sua cor e de seu perfume.
Existem finalmente, as pessoasque são simplesmente amor.
Um amor doce como o mel de uma flor
que desabrochou numa estrela
e que veio até nós num lindo sonho!
E ainda bem que são assim,
porque flores, estrelas ou sonhos,
mais cedo ou mais tarde, terminam
mas o amor,
o amor não termina nunca...

Mérci

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Quietude



Entrar nos teus sonhos, despertar-te do sono
Povoar teus dias, e de mansinho,
Deixar que a luz entre ao alvorecer.
Ficar quieta, deixar esta luz passar por dentro de mim.
Correr no teu peito como dócil potro,

ao som e ao compasso do teu coração.
Deixar que tu sejas riacho,
que corre para amainar
A sede do meu corpo.
E assim, teu corpo sobre o meu se estende
Derramando sombra sobre o chão em brasa.
A água em minha boca, veio para matar a sede que o tempo deixou.
Rendida e absorta, no tempo perdida eu quero ficar
No instante exato, no momento mágico de inteira me dar.
Mérci

Olhares

Olhares que são grãos de areia
No infinito da procura.
Mar de buscas nestes prantos.
Acalantos para o sonhar
Que no horizonte perdem-se entre encantos
Sem ter cura.

E para nos encontrar do outro lado
Do que imaginamos que vemos neste vai e vem,
Olhamos desesperançados do outro lado da rua
Como o prisioneiro que transcende
A liberdade que não tem.

Mérci

terça-feira, 15 de julho de 2008

À deriva de Mim

Hoje procuro ser feliz...
Na caminhada, muito sofri,
Amei, desesperei, chorei, quis,
Fiz do muito o nada, corri.
Corri de mim, do fracasso...
Covardia ao encarar a vida,
Saudade do caminhar em falso
Cair e levantar de cabeça erguida.
Não sei quem sou, o que quero.
Assim feneço aos poucos
Sem rumo, sem prumo, espero
Tentando esquecer os defeitos.
Sem defesas vejo-me a falhar,
No peito, somente a desilusão.
Tenho medo de naufragar
Vivendo a minha confusão.
Fica em mim, hoje o tempo dói.
O que sonhei um dia ser, arrancaram.
Minhas sobras, o vento vem e destrói,
Devastada, por tudo o que tiraram...
Escolhas feitas por não ter jeito,
Amores sufocados na saudade...
Paixões que singram o peito,
À deriva, sem nada que agrade.
Que fiz de mim? Onde me perdi?
O tempo dirá no momento oportuno...
No trilhar, na tristeza, decidi
Olhar apenas para o futuro.

Mérci

Encanto

Encante-me com seus olhos,
Olhe-me profundamente,
Mas só por um segundo,
Depois desvie o seu olhar,

Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido encantá-lo....

E então, volte a me fitar,
Tão profundamente,
Que eu fique perdida
Sem saber o que falar...
Encante-me na calada da madrugada,

Na luz do sol ou embaixo da chuva.
Encante-me sem dizer nada,
Ou até dizendo tudo,

Sorrindo ou chorando,
Triste ou alegre ...

Mas me encante de verdade,
Com vontade.

Que depois,
Eu confessarei que me apaixonei...

Mérci

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Vigília

Há dias em que a alvorada demora a chegar.

A noite terrivelmente quente torna-se interminável.
O tempo parece estagnar e a vida adormece em sono profundo.
A inquietude bate às portas de minha alma.
É um sutil toque: mistura de saudade e incerteza.
Chega sufocando...
Farfalha as secas folhas de sentimentos esquecidos. Rega o espírito com pequenas gotas,
Lágrimas teimosas que rolam sem o menor pudor.
Sou suspiros e devaneios.
Candeeiro que apaga lentamente.
Busco despejar essa dor. Ilusão, não quero recordar.
Cansada, enfim, a deixo ficar até o amanhecer.
Que parta com a aurora devolvendo-me a paz
Soltando as algemas da tristeza,
Libertando o meu coração!
Mérci

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Meu Querer




















Morta, adormecida, durante anos.
Os desejos foram meu sonhar,
O tempo, austero em meus planos,
Vida que saiu do pensamento a migrar...

Desenhei seu rosto em minha poesia,
Num faz de conta, banhei meu prazer
Desmontei o sol, a alma vazia
Quando vi, você já era meu querer.

Na amplidão do meu deserto sem fim,
Encontrei o oásis, a tristeza foi banida
O coração a perscrutar meus segredos

Serei aquela estrela brilhante
Em sua janela, a clarear seus sonhos.
Depois farei rastro, e partirei distante.

Mérci

domingo, 29 de junho de 2008

"Tenho ânsia por carne
Quase crua,quente, sangrenta...
Em tresloucada antropofagia
Engulo-me vermelha
Parater-me somente como fogo adocicado.
E assim permaneço:
Vivíssima, imoral, sedenta e, às vezes, letal"

quarta-feira, 25 de junho de 2008

títeres poetas

Nos estilhaços de palavras
Recolho cacos para um mosaico,
Fantasia de cores e versos.
Seguro por um fio que me prende,
Piso, descalço e descuidado,
Verbos e nomes, sangrando.

Ando nu sobre as pontas de vidro,
Vozes cintilantes, pensamentos.
Colando as contas brilhantes, danço...
E represento. De mãos dadas
A mim e ao fantoche poeta,
Fica meu coração no poema.