MEUS VÔOS
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Beijo
Se de repente o calor envolver tuas veias
teu sangue pulsar em meu peito
Tua língua colar estrelas em meu céu da boca,
E a saliva escorrer entre os meus lábios...
Dá-me então esse teu beijo quente.
Leva de mim minha pureza,
E entrega a perdição de tua carne.
Faça do meu corpo o poço de teu desejo
E em tresloucadas mordidas
Sacie minha fome,
Possua-me!
E serei a única mulher de tua vida.
Me queira no chão, na chuva
Grite meu nome feito fera
Tatue teus sonhos em minha boca
Cubra-me com teus galhos asas
E assim mergulharei em teu mundo.
Unida a ti nesse instante único,
A suspirar por teu beijo eterno.
(MérciBenício)
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Sua presença
Nua e desarmada,
Entregue, a sonhar
Fico a acreditar teimosa,
Que existe um caminhar para além do horizonte
Mas que não acontece.
Num sorriso a esperar por minha sorte,
Numa sombra a gritar por socorro.
Sou prisioneira de mim.
Procuro conhecer-me, querer-me
Devorar-me toda
Resisto.
Vejo-me como uma mulher insana
Que treme diante da vida
Que respira e transpira desejos
Dos quais sequer sabe quais são.
Escondo um ser cansado,
Por trás de longas
E pesadas asas.
Mas quando você chega
Feito menino travesso
Bagunça tudo, vira-me do avesso
Leva embora minha tristeza,
Envolve-me em seus mistérios,
Injeta em minhas veias, todo o seu saber
Toda sua energia
E me faz acreditar que não morri.
(MérciBenício)
sábado, 15 de janeiro de 2011
Amor vagante
Como se eu o tivesse chamado...
Chegou com teu carinho.
Abraçou-me!
E eu entrevejo
Teus lábios sorrindo,
Pedinte a me pertencer.
Tua pele,
É o curso dos meus ventos...
Teu corpo,
Todos os recantos.
Tu tens meu desejo largo tatuado.
Teus olhos claros
São o abismo do meu sonho
Meu perfume é teu veneno.
Quero me perder em tua alma pagã.
Amor vagante!
Me queira como tua
Aqueça meu coração.
Entregue-te ao meu amor.
Seja feliz que serei também.
(MérciBenício)
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Encantamento
(Sítio Solidão)
Em muitos anos minha vida foi sonhar.
Sonhei com um lugar...
ele tinha cor, encantamento, beleza natural
Lá nos meus sonhos eu tive casa, amor, alegria.
Percorri uma estrada solitária, na esquina da noite,
e fui dar com o gancho da lua.
Fixei-me nas estrelas, sentindo o cheiro de mato.
De sombra em sombra voei até o porto solidão.
Me deparei com meus tantos enganos, e meus tantos luares.
Vi vagalumes brilhando feito jóias,
Borboletas dizendo que a morte sempre será amenizada pela vida.
Uma andarilha da noite!
A manhã chegou.
O sol nasceu muitas vezes em meu titubear cansado.
Mas ali era o paraíso.
O horizonte despontava da janela,
indo de encontro com as flores,
beleza daquele instante.
Tão meu, tão único.
Senti-me só diante de tudo, nada a me pertencer.
Minhas vestes, meu corpo, minha história.
E tudo tão incrível!
Estarrecedor!
A paisagem não permite espaço para a dor
Acalanto do meu viver.
O encanto está em todas as paixões e melancolia.
Me permito ver além...
Num momento
Rasgo ventos, canto meus versos, subo em àrvores
descubro o momento de paz.
Escrevo meus desejos e os solto sobre os campos nus.
Aqui não existe medo.
É como se o amor ultrapassasse a fronteira,
e acontecesse quando estamos distraídos...
E assim eu pudesse me encostar no rosto de Deus.
No mais vou vivendo a fantasia de um lugar sonhado,
lindo...
puro...
Um lugar encantado.
Onde a alma acaricia meu espírito.
(MérciBenício)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Beijo
Se de repente o calor envolver tuas veias
Teu sangue pulsar em meu peito
Tua língua colar estrelas em meu céu da boca,
E a saliva escorrer entre os meus lábios...
Dá-me então esse teu beijo quente.
Leva de mim minha pureza,
E entrega a perdição de tua carne.
Faça do meu corpo o poço de teu desejo
E em tresloucadas mordidas
Sacie minha fome,
Possua-me!
E serei a única mulher de tua vida.
Me queira no chão, na chuva
Grite meu nome feito fera
Tatue teus sonhos em minha boca
Cubra-me com teus galhos asas
E assim mergulharei em teu mundo.
Unida a ti nesse instante único,
A suspirar por teu beijo eterno.
(MérciBenício)
Jóia
Esta pequena gema imaginada,
Jóia engastada em seu mundo,
Por um segundo líqüida,
Por um segundo ar,
E agora enfim sólido âmbar,
Sou eu.
Conserve-me seu
No coração...
Assim no seu dia a dia,
Sua melancolia
Poderá ter trégua
Na lágrima endurecida.
E se emudecida na noite vazia,
Você chorar insone,
Traga leve a mão esquerda
Ao peito e tome
Entre seus dedos
O relicário do meu segredo,
A conta de amor
Que não a deixará.
(Mario Ferrari - in memorian)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Prá você Mario,
(in memorian)
Meu poeta!
Era uma vez...
um anjo torto a proteger a alma
de uma "ninfa tonta de raiz".
Já se sabia
meu Rei antes mesmo de me encontrar.
Entrou no meu mundo,
como se fosse meu dono, e ensinou
como ser livre para lutar.
Esteve comigo sem nada pedir
Ajudando na travessia.
Hoje não ouço o barulho do vento,
nem o som da tua voz.
Nem o tilintar das estrelas...
Apenas eternizadas pegadas
na minha alma de menina.
Vou sentir saudades dos seus olhos,
do seu sorriso delirante e isento,
de toda a história que fizemos...
dos poemas, dos lamentos.
Corto o cordão que me prende a seu umbigo,
E você se encontra nu diante dessa fronteira,
Essa angustiante marca entre mundos.
Minha alma grita em dor, por não ter mais seu abrigo.
Deixo que seu espírito se vá.
Com a luz e a paz em sua companhia.
E eu ficarei aqui tal qual a boba da noite
a cuidar das avarias
de meu coração que se desfaz.
Aguardar incansavelmente
o dia que o encontrarei lá longe...
do outro lado...
Em outro mundo...
Lá no fim daquele mar.
Saudades!
(Mérci Benício)
"Uma borboleta pousou
Em teus lábios entreabertos
E deixou uma gota doce...
Dormias, mas sentiste o sabor,
Pois esboçaste um leve sorriso...
Era um beijo...
Como queria que acordasses!"
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Contra a Maré
Sou um estranho amor
Mais que ilusão
Menos que paixão
Sou contrária a tudo o que é normal.
Quando devo esconder, exponho-me
Quando querem que eu me vista, me desnudo.
Quando querem que eu grite, me calo.
Invento-me, inverto-me
E vivo às avessas.
Procuro sorrisos
E às vezes
Olhares que domam meus afetos.
Na solidão dos meus passos,
Sinto um louco querer
Um deleite.
Sorvo-me por inteira
Faço planos
Giro em volta da vida
E até rio disso.
Mas no fundo me encontro...
A abandonar o que esperava
Pará buscar o que não veio.
(Mérci Benício )
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Filha do Vento
Sou levada pela tempestade
E como filha do vento
Deixo exalar desejos e sonhos
Tão sólidos e tão loucos.
Rasgo a pele desse corpo,
Bebo a saliva que forma na boca
Sangro e dilacero, vivo essa dor
Sinto o cheiro do suor que ficou.
Pudera viver nas nuvens
Feito pássaros no horizonte
A espreitar o dia e a noite
Encontrar a essência desse amor.
Mas vem a escuridão do meu mundo
Impede que eu libere meus anseios
Que eu grite minhas dores pelos ventos
E solte as amarras do tempo.
Chegam velozes e ferozes
Vozes que ficarão na minh'alma
Ainda errante e solitária
Com as dores, sonhos, e meus quereres
Agora tão distantes, tão efêmeros.
(Mérci Benício)
Nas Asas da Águia
Sou aquela que sobrevoa alpes,
Uma águia que sente a liberdade,
busca, luta por ela
e lá do alto espreita, aquieta a alma e observa os corações.
Mas às vezes torno-me uma fênix.
Pássaro forte, sagaz.
Quando penso que me derrotaram,
ressurjo das cinzas cada vez mais forte.
Quando sabemos o que somos e quem somos,
fica mais fácil procurar por forças.
Não preciso demonstrar o que sou o tempo todo,
nem mesmo demonstrar a força que tenho
a todo instante.
Apenas quando se torna necessário.
Às vezes olho prá trás e o que vejo
a cada momento,
são pedaços de mim.
Estradas interrompidas.
Busco sentidos,
nascer e crescer.
Ser mais que fragmentos.
Amo sem saber o que amo.
Sou fera inocente
brigando com meus sentimentos.
Um querer tão certo como o calor do fogo.
Não sei dizer se é real, nem o quanto é vital.
Nem mesmo o nome da minha alma eu sei.
Onde começo ou onde irei parar.
Como advinhar meus passos?
Apenas sei que costumo voar.
(Mérci Benício)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
GITANO
Não anelo mais teu perfume
Pois até já vendi nosso canto
Mas dou meu françês barato
Por mil recordações de ti...
Tu és um Louvre com Goya
Meu amanhecer sem cortina
Um plano perfeito de Tróia
O meu rubor cor de China
Vejo o teu amargor chicória
Combinar na minha rima
Em quintessência de Gaya
Em Bolshois de bailarina
Amo o teu vigor praiano
Velejando sóis de espaço
Num paso-doble cigano
Batendo sombra e regaço
Amo teu andar bolero
O teu beijo tão arisco
Dentro dele ainda espero
Singrar novos mares de risco.
(Nina Araújo)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Dança da Alma
Inesperada dança viva de entregas
Ainda que pareça simples e singela
Estou entre limites que rasgam o coração.
Acompanhada do deserto de emoções
Pássaros em vôos solenes
Acompanham meu mundo de ilusão.
Ergo os braços e danço
A vida é feita de luz.
E nas areias, me envolvo
No ar, respiro;
Sinto o cheiro, vivo!
E no sol apareço.
Sou aquela que busca,
Cabeça que procura o vazio,
Braços que contam histórias,
Ventre que desafia os homens,
Pernas que buscam o saber
Brilho que encanta,
Corpo que dança,
Alma que canta.
Avanço com todo espírito que me preenche
Dispo-me do que não cabe mais aqui dentro.
Cresço ao me doar,
Para o meu fugaz acolhimento.
(Mérci Benício Louro)
Inesperada dança viva de entregas
Ainda que pareça simples e singela
Estou entre limites que rasgam o coração.
Acompanhada do deserto de emoções
Pássaros em vôos solenes
Acompanham meu mundo de ilusão.
Ergo os braços e danço
A vida é feita de luz.
E nas areias, me envolvo
No ar, respiro;
Sinto o cheiro, vivo!
E no sol apareço.
Sou aquela que busca,
Cabeça que procura o vazio,
Braços que contam histórias,
Ventre que desafia os homens,
Pernas que buscam o saber
Brilho que encanta,
Corpo que dança,
Alma que canta.
Avanço com todo espírito que me preenche
Dispo-me do que não cabe mais aqui dentro.
Cresço ao me doar,
Para o meu fugaz acolhimento.
(Mérci Benício Louro)
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
SOU MAIS SOL DO QUE PAREÇO...
Com a lua nos sapatos
Sigo a sina
Me embaraço
Choro, chovo
Me desfaço
Sou de sal, saliva
E cansaço (não sou de aço)
Trago o coração ilhado, mal iluminado
Mil milhas à sombra de mim mesmo
Singro outros mares
Sangro n´outros poros
Sempre recomeço de onde esqueço
Me torno eu mesmo
Com meus erros e acertos
Quando anoiteço
Sou mais sol do que pareço...
(Gustavo Adonias)
*poesia registrada na Biblioteca Nacional*
Sigo a sina
Me embaraço
Choro, chovo
Me desfaço
Sou de sal, saliva
E cansaço (não sou de aço)
Trago o coração ilhado, mal iluminado
Mil milhas à sombra de mim mesmo
Singro outros mares
Sangro n´outros poros
Sempre recomeço de onde esqueço
Me torno eu mesmo
Com meus erros e acertos
Quando anoiteço
Sou mais sol do que pareço...
(Gustavo Adonias)
*poesia registrada na Biblioteca Nacional*
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Confidências
Encontro-o em rostos e caras furtivas
E, por um momento, em ti quase creio (Mérci)
Doce mistério, oculto que não receio
Quando assim vens, o desejo me avivas! (Loucopoeta)
Quero muito, e respeito seu estalar de dedos,
Desvelo, incinero e encontro a mim mesma (Mérci)
E nesse encontro me perco, e tal lesma
Lentamente desvendo os teus segredos (Loucopoeta)
Segredos, num silêncio que sugere sem dizer
Um olhar, um semblante, mágica qualquer
Um sonho transformado em meu perecer... (Mérci)
O sonho perece, mas meu desejo te quer
Num querer imenso, mais que bem querer
Quando destapo teus segredos de mulher! (Loucopoeta)
Mérci & Loucopoeta
E, por um momento, em ti quase creio (Mérci)
Doce mistério, oculto que não receio
Quando assim vens, o desejo me avivas! (Loucopoeta)
Quero muito, e respeito seu estalar de dedos,
Desvelo, incinero e encontro a mim mesma (Mérci)
E nesse encontro me perco, e tal lesma
Lentamente desvendo os teus segredos (Loucopoeta)
Segredos, num silêncio que sugere sem dizer
Um olhar, um semblante, mágica qualquer
Um sonho transformado em meu perecer... (Mérci)
O sonho perece, mas meu desejo te quer
Num querer imenso, mais que bem querer
Quando destapo teus segredos de mulher! (Loucopoeta)
Mérci & Loucopoeta
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A outra Fotografia
Estendo as mãos, mas não a toco.
Pairo sobre seu corpo que desnudei na fotografia,
Aconchego desvairados sonhos enquanto você nem me sabe.
O homem que desvenda seu corpo...
O beijo ardente que você quer,
O amante que agarra suas ancas
Prestes a invadi-la de prazer!
Serei eu real por acaso
Ou apenas encantamento?
Você está nua enfim... Ou será pura imaginação?
Um dia quem sabe acontecerá assim o meu sonho de fotografia!
(Mario Ferrari)
Assinar:
Postagens (Atom)





















.jpg)


