MEUS VÔOS

terça-feira, 8 de outubro de 2013





Delírios da Alma

Ofereço-te esses versos inacabados
para que os pinte com as cores do teu olhar.
Enfeite-os com loucuras da tua alma
com as insanas fantasias dos teus dias.
Leve-os atrelados em tuas asas
presos a teus poros e pelos eriçados
em tuas penas/pele de águia-mulher...(Amaro)

Os versos não permitem esconderijos,
meus olhos elucidam o fogo ardente nas veias
Acendo a chama que traz vida
e o que faço, vem do que sou.
Minhas loucuras estão cravadas em mim
assim como os amores cravados em minha pele
Sou fêmea em véus e vícios de uma alma pagã.
Uma força de venenos e cios desmedidos
Diante do fado de perder as asas,
Olhos no mar e sonhos na noite
Entendo e resisto
a paixão, o amor e o ser. (Mérci)

Dueto
Amaro & Mérci

terça-feira, 12 de março de 2013

Emoção

Adormeci com vontade de amanhecer.
Amanhecer com cheiro de alegria,
que sai de dentro prá fora...
Deixar o amor fazer bagunça no meu coração,
Permitir que os raios de sol adentrem meu corpo
e faça transbordar todo o calor.
Sorrir até perder a respiração,
lambuzar-me de sonhos de menina
e derreter-me em anseios de mulher.
Ouvir as canções que tocam a alma,
e brincam com as emoções.
Um amanhecer completo, tranquilo
que faça-me sonhar.
Que as boas recordações
me sejam constantes,
que acariciem meus sonhos...
e fale de amor.
Entre um e outro amanhecer
Estarei plena para adormecer
e acordar novamente
para encontrar o sol a luzir de vida
e a descobrir-me quem realmente sou.
(MérciBenício)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012



segunda-feira, 2 de abril de 2012

 Meu eu em ti

Uma sombra noturna sou a voejar ao teu encalço.
Estendo as mãos sem tocar tua pele,
Pairando sobre teu corpo a desejar pouso.
"Com escuras asas abjuradas, deserdadas por paixão,
Venho acalentar teus desvairados sonhos
Enquanto dormes aflito.

Neles sou tua. Sou eu a mulher
Que teu corpo espera...
Sou eu o beijo ardente que te altera,
A carícia que tua alma aquece!
A amante que aninha em tuas coxas
E invade teu corpo de prazer!

Mas a noite fenece e irás acordar.
Desfaz-se o sonho e eu, evanescente,
Hei de partir etérea
Como se nada houvesse acontecido...
Ficas com teus falsos devaneios
Às voltas com o dia a dia e teus receios.

Mas, dize-me, o que é real enfim?
Quanto melhor é o encantamento,
Esse sonhado e doce movimento
De eu vir à noite, amável, ficar em ti?
Melhor ainda seria se, talvez um dia,
Pudesses ter-me inteira sem precisares dormir..."
(MérciBenício)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"Eu"


Eu,,
Uma pequena mulher 
Enroscada em meu mundo. 
Boca sedenta...
Às vezes fria.
Pés em lamaçais de desejos. 
Sede de vida, 
Com fome... 
Fome de amor. 
(MérciBenício)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Saudade

Saudade
De tristezas, absurdos e nostalgia,
a saudade dilacera meu corpo e meus pensamentos
Fantasia de cores e versos tantos
Carregam o amor perverso do meu sangue.
Vivo e enlouqueço a beira de um abismo,
Uma dor, fundo de coração sem cor,
Espatifada de memórias, sonhos e planos,
Sinto em mim uma mulher faminta de quereres...
Assim é meu degredo...
Beijos de vento,
Coração em alento.
Quero o resgate do abandono.
Então clamo
O eterno amor da saudade e dos desejos
Grito o amor que a minha alma sente
Venha!
Me ame toda,
mas não me desperdices como se nada fosse,
Apossa-te de mim,
Que serei teu porto de uma vida inteira.
(MérciBenício)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Solitude



                                                 

Vou sair pelo mundo, a divagar
respirando fundo poços de ilusões
a buscar o sentido do amor eterno
das saudades e dos desejos,
que eu mesma esqueci.
Memórias veladas,
pensamentos descuidados
olhar lascivo
no rastro da própria sombra,
sem poder dizer uma verdade sequer.
Esqueço-me...
Engulo-me...
É como se o amanhecer não fosse acontecer jamais.
Presa, e entregue à dor de não  resistir
as minhas incoerentes fantasias
Olho prá mim e vejo minha pequenez
Onde a culpa é minha própria redenção.
Não posso ter a paz do colo que procuro,
os braços para aquecer minha alma pedinte
Apenas  beijos de vento
Olhos ao mar e sonhos na noite.
A ilha é o que sou, um ponto.
Nada encontro de mim,
Ou daquilo que um dia eu seria,
Se de fato existisse...

(MérciBenício)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Nômade dos Mares




Nômade dos Mares

Meu coração silente e adormecido,
Há muito não deixava acariciar meus sonhos...
Meio desmensurado, torpe, precisando de cuidados
Parecia estar bem, até saber de ti.

Meu corpo a esmo, abandonado, dilacerado
reascendeu com tua visita, nômade dos mares.
Deixando-me assim absorta de desejos
a emaranhar-me dos teus encantos.

Venha ter-me como tua necessidade
Traga-me teu beijo, teu gosto adocicado...
Em descuido coloco-te em meus pensamentos,
e faço de mim mulher inteira prá ti.

Encontre-me em minha morada de sargaços
Que me vestirei de quimera, para ser teu alvo.
Entre murmúrios,terá a àgua de minha fonte
Desvelada em meu corpo e minha volúpia.

Ame-me toda, como se fosse teu refúgio sagrado,
apossa-te de mim e seja o dono dos meus credos.
Toma-me para ti com toda fúria do teu ser,
Que abrigarei o amor que hoje me faz ser tua.

(MérciBenício)

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Ninfa

"A Ninfa !!!"


Poeta Cigano.


Despertou ela em meus braços, sorridente,

Uma ninfa morena que, ali me aprisionou,

Adusto ainda seu corpo, quente e, saliente,

Como dantes, quando, frágil me enfeitiçou,

Nesse desvario que, me assomou repente!


Sob os lençóis, ainda de êxtase, suspirava,

Estendendo seus lúbricos desejos, sensuais,

Pois, ainda buscava esse amor de fantasia,

Utópico, efêmero, vil, carnal e, nada mais,

Só restolhos, de uma esquecível, nostalgia!


Mas nesse gélido tálamo, nada mais havia,

Para reerguer essa paixão, enlouquecedora,

A chama do meu corpo, já não mais ardia,

Estava fragilizada, perdida, esmorecedora,

Há muito se apagara e, agora se despedia!!


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011